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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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PETROLÍFERA CANADIANA ARGUMENTA QUE OS DERRAMES SÃO BONS PARA A ECONOMIA

Mäyjo, 06.07.15

Petrolífera canadiana argumenta que os derrames são bons para a economia

Quando a Kinder Morgan decidiu expandir a capacidade da sua pipeline – ou transporte tubular – de Alberta para Vancouver, no Canadá, teria de ter a aprovação da National Energy Board.

Para conseguir o aval deste instituto, a petrolífera utilizou um argumento audacioso, no mínimo: em caso de derrame de crude, quem fica a ganhar é a comunidade local.

“Os derrames na pipeline podem ter efeitos positivos e negativos nas economias locais e regionais, tanto no longo como curto prazo. A resposta aos derrames e a as acções de limpeza criam oportunidades de negócio e emprego para as comunidades e regiões afectadas”, argumentou a empresa, segundo o Edmonton Journal.

Este certeiro – mas invulgar – argumento foi acompanhado de uma descrição do tamanho do derrame. Assim, caso o derrame seja pequeno, a procura não será muita. No entanto, em caso de um derrame gigante, as oportunidades de resposta serão maximizadas.

Estranhamento, os governantes não ficaram convencidos com os argumentos. “Sabemos que a Kinder Morgan está a usar todos os truques do livro para tentar construir esta pipeline na nossa comunidade, mas isto é a cereja no topo do bolo – ver o derrame como algo bom para a economia local”, explicou Kennedy Stewart.

Assim, é pouco provável que esta expansão de pipeline vá para a frente.

Foto:  shannonpatrick17 / Creative Commons

NOVO MATERIAL PERMITE LIMPEZA DE DERRAMES APENAS COM REDES DE MALHA

Mäyjo, 01.07.15

malha_SAPO

Uma equipa de investigadores da Universidade Estatal do Ohio, nos Estados Unidos, desenvolveu uma malha em aço inoxidável bastante fina e flexível que num futuro próximo poderá ser utilizada para limpar derrames de petróleo.

Os microscópicos furos da malha permitem que a água passe através dela mas retêm o petróleo graças a uma camada quase invisível que reveste a sua superfície e que tem a capacidade de repelir o petróleo.

Nos testes laboratoriais, os investigadores misturaram água com petróleo e, posteriormente, filtraram a água através da rede. A água conseguiu passar para um recipiente colocado debaixo da malha, mas o petróleo ficou retido na superfície do material, o que permitiu a sua separação de forma bastante fácil, escreve o Phys.org.

Esta malha é uma das nanotecnologias inspiradas na natureza que está a ser desenvolvida na Universidade Estatal do Ohio. As suas potencialidades foram descritas num estudo publicado na revista científica Scientific Reports. Além de ser uma ferramenta útil para limpar derrames de crude, o material pode ainda ser utilizado para detectar depósitos de petróleo subterrâneos. “Se se aumentar a escala do material conseguir-se-á limpar um derrame com a malha”, indica Bharat Bhushan, professor na referida universidade norte-americana.

O desenvolvimento da malha foi inspirado nas pétalas da flor de lótus, cuja superfície repele a água mas absorve o petróleo. Para criar um efeito contrário, os investigadores optaram por cobrir a malha com uma camada repelente derivada de um polímero embebido com moléculas de surfactante.

EUA: RUPTURA EM OLEODUTO PROVOCA DERRAME DE 80 MIL LITROS DE PETRÓLEO PARA O PACÍFICO

Mäyjo, 31.05.15

derrame_SAPO

Cerca de 80 mil litros de petróleo forram derramados para o oceano Pacífico esta semana no estado norte-americano da Califórnia, na sequência de uma ruptura num oleoduto. Foram já iniciados os trabalhos de limpeza e contenção, mas os impactos ambientais ainda estão por determinar.

A fuga causou um derrame que se estendeu por mais de seis quilómetros de mar, a partir das costas do Parque Refúgio State Beach, nas imediações de Santa Bárbara, o que obrigou ao encerramento do parque. Estima-se que leões-marinhos, aves e outros animais tenham sido afectados pelo derrame, escreve o Inhabitat.

No local estão várias equipas a trabalhar para conter o alastramento do petróleo e proceder à respectiva limpeza. Foi também já aberto uma investigação para apurar a causa da ruptura do oleoduto.

O oleoduto em questão é operado pela empresa Plains All-American Pipeline, que transporta crude ao largo da costa do Pacífico ao longo do estado da Califórnia.

ISRAEL: DERRAME MASSIVO DE PETRÓLEO EM RESERVA NATURAL DEMORARÁ ANOS A SER LIMPO

Mäyjo, 31.01.15

Israel: derrame massivo de petróleo em reserva natural demorará anos a ser limpo

No início de Dezembro do ano passado uma rotura no oleoduto de Eliat-Askeon, em Israel, provocou um derrame de petróleo para a Reserva Desértica de Evrona, perto do Mar Vermelho. Consequentemente, três a cinco milhões de litros de petróleo espalharam-se por cerca de 81 hectares da reserva.

O petróleo tem-se acumulado em ravinas, mas se não houver chuvas fortes pode ser possível que o crude não atinja o mar. Porém, os ecologistas do Governo israelita indicam que o derrame demorará anos a ser limpo. OInhabitat escreve que os trabalhos de limpeza começaram já, com equipas a aspirar o petróleo e a construir barreiras para impedir que o petróleo se espalhe mais.

“Como é que se cuida de um veado que está a correr e a mancar por causa do petróleo? Como é que se limpa a vegetação? Isto é um assunto muito complicado”, afirma o ecologista da Autoridade da Natureza e dos Parques, Roey Talbi. “Não temos experiência para lidar com um desastre desta escala. A limpeza pode demorar na melhor das hipóteses meses e na pior anos”, acrescenta.

O derrame ocorreu enquanto uma secção do oleoduto estava a sofrer manutenção de rotina. A secção fica entre a cidade de Eliat, na costa do Mar Vermelho, e a cidade de Ashkelon, na costa mediterrânica, perto da fronteira com Jerusalém. Os trabalhos de limpeza permitiram já a remoção de dois milhões de litros de petróleo e 20.000 toneladas de solo contaminado. A limpeza está a ser financiada pela Eliat Asheklon Pipeline Company, que é detida pelo Estado israelita.